
Ontem fui ao cine-debate promovido pelo HSBC Belas Artes do documentário dos Titãs.
Logo depois da sessão, teve um debate com o Branco Mello (da banda) e com o diretor Oscar Rodrigues Alves. Infelizmente não tirei fotos (sorry), mas prometo contar todos os detalhes...rs
Encontros como este que fui, acontecerão todo mês, é aberto ao público e custam somente 4,00. No final da matéria irei postar a programação para quem se interessar.
Voltando ao assunto Titãs, o filme-documentário mostra cenas da banda filmadas desde 1986 (pelo próprio Branco Mello) até os dias de hoje. A câmera VHS capta todos os momentos dos bastidores. Momentos engraçados, outros nem tanto, cenas dos principais programas de auditório da época (como o Chacrinha) , discussões entre os integrantes, a morte de Frommer, e até a saída de Arnaldo Antunes e Nando Reis.
“Meu intuito era gravar as coisas que as pessoas não sabiam que existiam. Nunca pensei contar uma estória, mesmo porque não sabia que o Titãs ia tão longe”, afirma Branco Mello, sempre simpático e com os óculos escuros que já virou sua marca.
Só no ano de 2002, quando conheceu o diretor Oscar Rodrigues ( que dirigiu na época o clipe Epitáfio) decidiram juntos levar adiante a idéia que Branco sempre teve em mente : fazer um filme. O difícil foi selecionar entre 200 horas de arquivos gravados somente 1h30.
“Quando dirigi Epitáfio, nasceu meu casamento com o Titãs. Sempre fui fã da banda e os acompanhei sempre. Na hora de compactar o filme, até chegar a 01h30, chamei Daniel Rezende (indicado ao Oscar por Melhor Montagem – Cidade de Deus) para me ajudar”, afirma Oscar, que assina a direção com o próprio Branco.
Em mais de 2 anos de carreira, Branco não mostra arrependimentos. Nem mesmo quando cantavam playback nos anos 80, nos programas de auditório.
“ Play-back é do caralho !!! A gente podia fazer coreografias, brincar com a platéia.....” lembra Branco aos risos.
Risadas e polêmicas à parte, o documentário é muito interessante, e resgata o que havia de melhor no rock’ roll das antigas. As músicas dançantes e sem preconceitos......... rock do bom mesmo. Vale a pena assistir, tanto para pessoas daquela geração, como a nossa geração.
Cresci ouvindo Titãs em casa, então mesmo sendo de outra época, era como se eu tivesse vivido aquilo. Ainda lembro da minha mãe, colocando vezes e vezes seguidas a música Marvin no toca fitas.....
O slogan do filme já diz tudo:
Mais do que um filme, a trilha sonora de mais de uma geração!
É triste saber que, falando em rock brasileiro, os bons atuais continuam sendo os antigos: Rita Lee, Titãs, Capital Inicial, Paula Toller (mudou um pouco o estilo, mas está aí ainda...) e Paralamas do Sucesso. Era como se tivesse parado no tempo...... claro que existem ótimas bandas brasileiras, não estou dizendo isso, mas não se faz mais rock como antigamente. E não só no Brasil, lá fora também, senão o revival que os Rolling Stones sempre fazem não lotariam! Enfim, já escrevi demais (satisfeito Cassi??? )....
Segue a programação dos "Encontros HSBC Belas Artes" (com curadoria do Fernando Meirelles):
FEVEREIRO
"Verônica" – 10/02 - Com o diretor Maurício Farias e a atriz Andrea Beltrão.
MARÇO
"A Festa da Menina Morta” – 05/03 - Com o diretor Matheus Nachtergaele e o ator Juliano Casaré.
ABRIL
"Se Nada Mais Der Certo" - Sem data - Com o diretor José Eduardo Belmonte e o ator Cauã Reymond.
MAIO
"Tempos de Paz" – 09/06 - Com o diretor Daniel Filho e o ator Dan Stulbach.
JUNHO
"Jean Charles" – Sem data - Com o diretor Henrique Goldman (atriz não confirmada).
JULHO
"Todo Mundo tem Problemas Sexuais"- Sem data - Com o diretor e ator Domingos Oliveira.
PS: O ingresso dará direito a sessão + debate, que sempre acontecerão na terça-feira que antecede a estréia do filme.
kisses
Jay