
Ontem, 17 de setembro, fui na abertura para convidados da Mostra de Cinema Mundial, o INDIE 2009, que acontece de 18 a 24 de setembro com entrada franca, no CineSesc.
O filme escolhido para exibição foi o "Kinatay", do diretor filipino Brillante Mendoza (que inclusive estava lá presente), e este ano foi premiado em Cannes como Melhor Diretor. O filme fala sobre o jovem recém casado Peping (Coco Martin) que presta alguns serviços desonestos para uma gangue de mafiosos. Tudo muda quando certa noite ele é chamado para fazer um "trabalho especial" onde envolve uma prostituta drogada que já está devendo muito dinheiro ao chefão deles.
Durante quase todos os 105 minutos, a câmera é tremida e a maioria das cenas são escuras, a não ser pelas cenas de estupro e esquartejamento. O rosto aterrorizado do personagem principal e seu desespero em presenciar tais atrocidades é o foco inteiro do longa. Confesso que achei o filme cruel, indigesto e desnecessário. O tipo de filme que eu não indicaria, e não por ser ruim, pois o diretor foi bastante ousado e corajoso para realizar esta película.
E sim pelo fato de nos causar mal estar pela realidade das cenas e maldade do ser humano. O tipo de filme para se ver uma vez só, parecido com o Irreversível, do diretor Gaspar Noé. Li uma entrevista do Mendoza em que ele dizia que corpos esquartejados e crimes brutais eram frequentes há 20 ou 30 anos atrás nas Filipinas. As cenas iniciais lembram bastante o centro de São Paulo, assim como o trânsito, nas palavras do próprio diretor no discurso antes do filme.
Se quiser saber mais sobre o evento, acesse o link abaixo:
http://www.indiefestival.com.br/sp/
Janis Lyn





