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sábado, 24 de outubro de 2009

Mostra de S. Paulo: 500 Dias com Ela ( 500 Days of Summer)



Existem alguns filmes que de tão bons nos marcam e tornam-se inesquecíveis.
500 Dias com Ela é um desses, e sem dúvidas entrou para minha lista cética de filmes para se ver mais de uma vez. Me lembrou Quase Famosos: boa trilha sonora, jovens sonhadores e liberais....e ambos com a verdade cruel da fama e amor, respectivamente.

A história é sobre um garoto que se apaixona por uma garota...mas logo deixa claro que não é uma história de amor. Quando Tom leva um fora do amor de sua vida, começa a relembrar diversos momentos deles juntos para, assim, tentar trazê-la de volta.

O que mais gostei no longa, foi a forma em que o diretor faz relação com os 500 dias sem cronologia certa, mas que não confunde o roteiro nem o sentido da proposta. Além, claro, da excelente trilha sonora e sacadas irônicas.

O fato de não ter o “ viveram felizes para sempre” só faz do filme mais real, direto e moderno, como tudo é atualmente. O diretor, Marc Webb, é famoso por dirigir vídeo clips de pop/ rock ( taí o bom gosto pra a trilha que vai desde The Smiths até She’s Like the Wind, do Patrick Swayse). Joseph Gordon Levitt interpreta o divertido e romântico Tom, e Zooey Deschanel a irreverente e independente Summer.

O filme faz parte da 33º Mostra Internacional de Cinema e estréia nacionalmente dia 13 de novembro.

Janis Lyn

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crítica: Distrito 9



Quando falam em filmes alienígenas, sempre vem a minha mente o mestre: Steven Spielberg. O clássico E.T me emociona até hoje, e até no último Indiana Jones ele deu um jeitinho de inserí-los. A verdade é que este tema sempre foi abordado de forma totalmente fictícia e irreal. É não é o que acontece no filme Distrito 9 (District 9).

A trama é em volta de uma nave gigantesca que paira sobre o céu, na África do Sul, mas não abre ou faz quaisquer movimento. Os humanos resolvem invadir e descobrem centenas de alienígenas dentro. Decidem , então, tirá-los de lá e trancá-los em instalações similares a favela. 20 anos se passam e os alienígenas ainda residem na Terra, em situações precárias, e são proibidos de voltar a nave.

A situação é tratada de uma forma tão natural e verdadeira, que nos faz acreditar que é possível uma situação desta acontecer. Começa no estilo documentário, com cenas de reportagens televisivas e vídeos caseiros, e depois segue como filme. Os efeitos especiais são excelentes, é claro, e o que mais gostei no filme, foi a mensagem que passou sobre o preconceito.

Claro que nesse caso estamos falando de alienígenas, mas a partir do momento no filme em que o âncora do jornal experimenta do seu próprio " veneno", as coisas mudam e a trama fica muito melhor. A produção do filme é de Peter Jackson ( trilogia Senhor dos Anéis) e a direção é do novato Neil Bloomkamp. Uma ficção científica que parece real, vale muito a pena assistir.

Janis Lyn

Crítica: Te Amarei Para Sempre



Sempre gostei muito de romances, mas romances de verdade, como Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito (ambos baseados nos livros da Jane Austen, que amo de paixão), Diário de uma Paixão, PS: Eu Te Amo e por aí vai....Quando vi pela primeira vez o trailer de Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler’s Wife), fiquei muito curiosa, principalmente por conta da história incomum.

Henry (Eric Bana) faz viagens pelo tempo devido uma mudança genética que tem. Numa dessas viagens, ele conhece Clare (Rachel McAdams), e se apaixonam. Mesmo ela sabendo da condição dele, aceita se casar, porém sofre a cada vez que ele some sem data certa para retorno. Como ele sempre volta para os mesmos lugares, Clare sabe sempre onde o encontrar e onde ficar a sua espera.

Ok. A história é bonita e o final do filme conseguiu arrancar de mim algumas lágrimas. No entanto, é mais um drama do que propriamente um romance. Quando Henry desaparece, ficamos com a angústia de ambos, separadamente, e são mais momentos que passam separados do que juntos. São tantas idas e vindas, que o filme fica confuso em alguns momentos. Mas nada que faça o longa ser ruim ou não valer o ingresso. A música tema do casal (Love Will Tear Us Apart, do grupo Joy Division) tem tudo a ver com o filme e é linda. Foi produzido por Brad Pitt e dirigido pelo Robert Schwentke (Plano de Vôo).


Janis Lyn

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Crítica: Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards)




Tarantino é Tarantino. Quem é fã, como eu, sabe que seus filmes seguem sempre a mesma linha e mesmas características: irônico / divertido / sangrento

Não seria diferente com sua nova criação: Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards) . No elenco temos : Brad Pitt, Eli Roth, BJ Novak, Mike Myers, Michael Fassbender, Diane Kruger, Til Schweiger e Julie Dreyfus. A história trata sobre a época nazista, porém com foco em um grupo de soldados judeus liderados pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt), conhecidos como "Bastardos”. Eles, junto com a atriz alemã Bridget von Hammersmark (Diane Kruger), querem destruir todos os líderes do Terceiro Reich, em especial, é claro, Hitler.

O filme já começa com uma cena de diálogo que dura mais de meia hora, no entanto não é maçante. Como sempre, muitas cenas nosense de sangue e violência mas nada que deixe a trama sem sentido. Brad Pitt está ótimo no seu papel e o elenco de apoio não poderia ter sido escolhido melhor. Quem odeia ver aqueles filmes da época nazista pois sempre Hitler se dá bem no final, vai adorar este...por mais que seja ficção. O roteiro ,que também é de Tarantino (como sempre faz nos seus filmes), é tão cativante que nem senti os 153 minutos passarem. Mas essa é a graça do diretor. Quando vi pela primeira vez Cães de Aluguel achei tão perturbador e ousado que até hoje lembro dos impagáveis Mr. White (Harvey Keitel), Mr. Orange (Tim Roth), Mr. Pink (Steve Buscemi) e o Mr. Blonde (Michael Madsen).

Janis Lyn

Critica: Bastardos Inglórios



Por Cassiano Couto

Bastardos Inglórios do mestre Quentin Tarantino poderia ser mais do mesmo ao abordar aspectos da Segunda Grande Guerra, mas foge de todas as expectativas não apenas pela linguagem cinematográfica genial de Tarantino, mas pela trama que surpreende ao fugir completamente de fatos “batidos” da guerra.

A sucessão de capítulos numa crescente ininterrupta, coloca os personagens centrais em contato aos poucos, lembra Kill Bill. A história se passa na França ocupada de 1941 em que os alemães tentam dominar a cultura local através do cinema. A judia Shosana (Mélaine Laurent) que fugiu do massacre do coronel Hanz Landa (Christoph Waltz) é herdeira de um cine em Paris, e um jovem que se enamora por ela sugere que Joseph Goebels faça a pré-estreia do filme, em que é o protagonista, em seu cinema.

Enquanto isso, o tenente americano judeu Aldo “Apache” Raine (Brad Pitt) comandante da tropa de Os Bastardos, passa pela França exterminando nazistas no maior estilo Tarantino, escalpelando suas vitimas. No gran finale eles se encontram para uma emboscada no cinema onde até o Fürer alemão e seu alto comando estará assistindo a pré-estréia. Para quem acha que o cinema moderno existe entre antes e depois de Tarantino como eu, não pode perder esse filme.

O humor sarcástico, a tensão do suspense induzido, as cenas com sangue, são sua assinatura e estilo inconfundíveis. Nas atuações, o destaque fica para o coronel Hans Landa interpretado pelo ator, Christoph Waltz, sua frieza e postura ao descobrir judeus, ou desvendar um plano contra os nazistas, é de deixar qualquer um com a faca nos dentes.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Crítica: Amantes (Two Lovers)




O drama Amantes (Two Lovers) é o último filme do ator Joaquin Phoenix antes de decidir se aposentar. Nele, o ator vive uma triângulo amoroso com as atrizes Gwyneth Paltrow e Vinessa Shaw.

História: Leonard (Joaquin Phoenix) é um homem solteiro e depressivo que, após sua noiva o abandonar há anos atrás, não vê mais sentido na vida e por várias vezes já tentou suicídio. Tudo muda quando duas mulheres bem diferentes entram em sua vida. Uma delas é sua vizinha misteriosa Michelle (Gwyneth Platrow) que representa tudo o que ela precisa: liberdade, e a outra é a filha de amigos de seus pais(Vinessa Shaw); toda certinha, apaixonada por ele e a namorada que os pais sempre querem para os filhos.

Gostei muito do filme. É sincero, tem cenas de impacto e foi muito bem dirigido, produzido e roteirizado por James Gray (Os Donos da Noite/ Caminho Sem Volta). Não mostra o amor de forma fútil e glamurosa como a maioria dos filmes do gênero tenta fazer. Mostra a sensibilidade, ilusão, frio na barriga e todos os sintomas do ser humano quando está apaixonado, mesmo se for pela pessoa errada, e também a dor de quando este sentimento não é correspondido.

Já nos cinemas

Janis Lyn

Crítica: Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth)



A comédia romântica Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth) traz nas telonas um casal bem simpático: Gerard Butler (PS: Eu Te Amo) e Katherine Heigl (Vestida para Casar).

Contando rapidamente a história do filme: Abby Richter (Katherine Heigl) é uma bem sucedida produtora de TV e quando Mike Chadway (Gerard Butler) entra para seu programa para dar conselhos machistas, tudo muda. Como ela é frustada no amor, ela aceita os "conselhos" de Mike e começa a fazer sucesso entre os homens.

Mais do mesmo..esta é a palavra certa!

Claro que é uma ótima opção se quiser rir sem compromisso e ver um filme
" bonitinho", sem acrescentar nada (e foi o meu caso....depois de fica chocada com Kinatay precisava de algo light....rs). A direção é do Robert Luketic, das também comédias Um Encontro com Seu ídolo / Legalmente Loira. A química dos atores é ótima: Gerard Butler e Katherine Heigl estão divertidíssimos e salvam o filme.

Janis Lyn