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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Critica: Bastardos Inglórios



Por Cassiano Couto

Bastardos Inglórios do mestre Quentin Tarantino poderia ser mais do mesmo ao abordar aspectos da Segunda Grande Guerra, mas foge de todas as expectativas não apenas pela linguagem cinematográfica genial de Tarantino, mas pela trama que surpreende ao fugir completamente de fatos “batidos” da guerra.

A sucessão de capítulos numa crescente ininterrupta, coloca os personagens centrais em contato aos poucos, lembra Kill Bill. A história se passa na França ocupada de 1941 em que os alemães tentam dominar a cultura local através do cinema. A judia Shosana (Mélaine Laurent) que fugiu do massacre do coronel Hanz Landa (Christoph Waltz) é herdeira de um cine em Paris, e um jovem que se enamora por ela sugere que Joseph Goebels faça a pré-estreia do filme, em que é o protagonista, em seu cinema.

Enquanto isso, o tenente americano judeu Aldo “Apache” Raine (Brad Pitt) comandante da tropa de Os Bastardos, passa pela França exterminando nazistas no maior estilo Tarantino, escalpelando suas vitimas. No gran finale eles se encontram para uma emboscada no cinema onde até o Fürer alemão e seu alto comando estará assistindo a pré-estréia. Para quem acha que o cinema moderno existe entre antes e depois de Tarantino como eu, não pode perder esse filme.

O humor sarcástico, a tensão do suspense induzido, as cenas com sangue, são sua assinatura e estilo inconfundíveis. Nas atuações, o destaque fica para o coronel Hans Landa interpretado pelo ator, Christoph Waltz, sua frieza e postura ao descobrir judeus, ou desvendar um plano contra os nazistas, é de deixar qualquer um com a faca nos dentes.

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